Bloco Afro Onmira Cururupu
Blocos afro
Aqui neste blogger você irã conhecer um pouco sobre a cultura dos blocos afro que existem no Brasil.
Bloco akomabu ( são Luís - ma)
O Bloco Afro Akomabu do CCN, surgiu no dia 03 de março de 1984. A palavra Akomabu significa “A cultura não deve morrer”.
CORTEJO AFRO
CORTEJO AFRO
O Bloco Cortejo Afro foi criado em 02 de julho de 1998, na comunidade de Pirajá. Sua origem, dentro dos limites de um terreiro de candomblé, o Ilê Axé Oiá, sob a inspiração e orientação espiritual da Yalorixa Anizia da Rocha Pitta, Mãe Santinha, atesta toda a sua identidade, autenticidade e força.
No carnaval 2015 o Cortejo Afro apresenta o tema “Oyá Balé – A Dona da Porteira do Continente Africano” – Uma homenagem a Mãe Santinha de Oyá. O Bloco desfila sexta e terça-feira (13 e 17/02) no Circuito Avenida e 15/02 no Circuito Barra – Ondina.
Neste carnaval, o Bloco Cortejo Afro contará com a participação de 3.000 foliões; a bateria será composta por 200 percussionistas – a maior banda do carnaval da Bahia - dos quais 60 vem da Europa; exclusivamente para tocar com o Cortejo Afro; ala composta por 100 senhoras da 3ª idade; e ala de 50 baianas tradicionais.
O Bloco foi idealizado pelo artista plástico Alberto Pitta, que há 30 anos desenvolve trabalhos ligados à estética e cultura africana. A intenção de Pitta é resgatar as cores, sons e ritmos do carnaval, que em sua opinião “o tempo se encarregou de apagar, tornando a maior festa popular do mundo, numa pasta só”. Daí a introdução predominantemente do branco sobre branco, o azul e prata que são cores de Oxalá. Já os grandes sombreiros, segundo Pitta, “visam passar o visual dos reinados das tribos africanas, especialmente de Benin, Costa do Marfim, dentre outros países africanos”.
A Banda Cortejo Afro com seus percussionistas, e a Ala de Canto formada por Marquinhos Marques, Claudya Costta, Valmir Brito e Portella “Açúcar”, acompanhados pelas performances de Veko Araújo animarão o Bloco, fazendo o público cantar e dançar com eles.
O Bloco transmite alto astral através de suas músicas e coreografias ricas em movimentos ligados a influencia negro-mestiça e das roupas exuberantes, que lhe redeu a premiação, nos últimos 2 anos, de Melhor Fantasia de Bloco Afro pelo Troféu Dodô e Osmar.
Malê de Balê
Malê de Balê
HISTÓRICO
Os fundadores do Malê participavam do bloco afro Melo do Banzu, no Engenho Velho da Federação, e quando se mudaram para Itapuã resolveram fundar o bloco, que se tornou também uma associação de moradores da comunidade, dedicada a valorizar a cultura negra e promover o desenvolvimento da bairro.
CURIOSIDADES
O bloco é considerado o maior balé afro do mundo. Realiza apresentações com 2.000 dançarinos atuando conjuntamente. O nome do bloco é uma homenagem à Revolta dos Malês, levante de negros mulçumanos que ocorreu em 1835, em Salvador. O termo “malê” deriva do iorubá “imale”, designando o muçulmano. O Malê foi o primeiro bloco a ser campeão, no Carnaval de 1980, na categoria de bloco afro de Salvador.
AÇÕES SOCIAIS
O bloco mantém uma escola que atende a cerca de 300 alunos, do pré-escolar até a segunda série, oferecendo também aulas de dança, teatro e música.
PRESIDENTE
Cláudio Souza de Araújo
Filhos de gandhy
O afoxé Filhos de Gandhy, fundado por estivadores portuários da cidade no dia 18 de fevereiro de 1949, tornou-se o maior e dito o mais belo Afoxé do Carnaval da Bahia, emSalvador.
Constituído exclusivamente por homens e inspirado nos princípios de não violência e paz de Mahatma Gandhi, o bloco traz a tradição da religião africana ritmada peloagogô nos seus cânticos de ijexá na línguaIorubá. Utilizaram lençóis e toalhas brancos como fantasia, para simbolizar as vestesindianas.
Tornou-se o mais famoso e o maior dosAfoxés da Bahia, que conta com aproximadamente 10.000 integrantes.
Tradicionalmente a 'fantasia' contém, além doturbante e das vestimentas, um perfume dealfazema e colares azul e branco. Os colares já são conhecidos tradicionalmente por "colar dos filhos de Ghandy", que são oferecidos para os admiradores como forma de desejar-lhes paz durante o carnaval e ao longo do ano.
As cores dos colares são um referencial de paz e o afoxé enfoca Oxalá, que é o Orixámaior. O branco e o azul intercalados é o fio-de-contas do Oxalá menino, o Oxaguiam, que correspondem: o branco a Oxalufon seu pai e o azul a Ogum de quem é inseparável; as contas são amuletos da sorte. E cada um usa de acordo com a indumentária, da maneira que se achar elegante, não existe quantidade fixa de contas para cada colar, nem quantos colares se deve usar.
Ilê Aiyê
O Ilê Aiyê, ou simplesmente Ilê, é o mais antigo bloco afro do carnaval da cidade deSalvador, no estado da Bahia, Brasil. Criado em 1 de novembro de 1974, o Ilê foi o primeiro bloco afro do Brasil e hoje constitui um grupo cultural de luta pela valorização e inclusão da população afrodescendente, inspirando a criação de muitos outros grupos culturais no Brasil e no mundo.
Na sua primeira apresentação, no carnaval de 1975, o Ilê Aiyê apresentou a música "Que Bloco é Esse", de Paulinho Camafeu:
Eu quero saber
É o mundo negro
Que viemos cantar para você"É o mundo negro
O surgimento do grupo desvelou a repulsa, antes sob as vestes da democracia racial. Inicialmente, os formadores do bloco pretendiam nomeá-lo "Poder Negro". Entretanto, a Polícia Federal da Bahia impediu o registro do bloco com este nome alegando que possuia conotações negativas e "alienígenas". Além disso, à época, a imprensa baiana apoiou e incentivou a proibição acusando o movimento de formação do bloco de ter "inconcebíveis intenções subversivas" por pretender vincular a situação do negro brasileiro à do negro americano. (Nêgo - Boletim Informativo do MNU-Ba, n.3, p.2 e n.14, p.7) O Jornal A Tarde, de 12 de fevereiro de 1975, tinha como manchete: "Bloco Racista, Nota Destoante".
Hoje em dia, o Ilê Aiyê é hoje um patrimônioda cultura baiana, um marco no processo de reafricanização do Carnaval da Bahia.
O objetivo da entidade é preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira. Para isso, desde que foi fundado, vem homenageando os países, nações e culturas africanos e as revoltas negras brasileiras que contribuíram fortemente para o processo de fortalecimento da identidade étnica e da autoestima do negro brasileiro, tornando populares os temas da história africana vinculando-os com a história do negro no Brasil, construindo um mesmo passado, uma linha histórica da negritude.
O seu movimento rítmico musical, inventado na década de 1970, foi responsável por uma revolução no carnaval baiano. A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganha força com os ritmos oriundos da tradição africana favorecendo o reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente negra. O espetáculo rítmico-musical e plástico que o bloco exibe no carnaval emociona baianos e turistas e arranca aplausos da população.
A riqueza plástica e sonora do Ilê Aiyê retoma todas as formas expressadas na evolução dos movimentos de renascimento negro-africano, negro-americano ou afro-americano, as decodifica para o contexto específico da realidade baiana, sem perder de vista a relação de identificação entre todos "os negros que se querem negros" em qualquer parte do mundo, ressaltando sempre o caráter comum da origem ancestral, de um passado comum que os irmana.
Com 3 mil associados, o Ilê Aiyê é, hoje, um patrimônio da cultura baiana, um marco no processo de reafricanização do carnaval da Bahia.
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